Cerimônia de premiação da 2ª edição do Prêmio CEAP de Educação

IMG_8748                           2ª Edição do  Prêmio CEAP de Educação

O Centro de Estudos e Assessoria Pedagógica (CEAP) concedeu na última sexta-feira  dia 24 de março, às escolas municipais Hildete Lomanto, São José e CMEI Álvaro da Franca Rocha, o Prêmio CEAP de Educação. Essa é uma iniciativa de reconhecimento e estímulo à gestão escolar pública, através de ações desenvolvidas por professores, coordenadores, diretores e estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I, vinculados à Rede Municipal de Educação do Município de Salvador. Foram homenageados, nessa oportunidade, educadores integrantes da Rede de escolas parceiras do CEAP, que promovam o aprimoramento e ampliação da relação família e escola, tendo como foco o desenvolvimento integral do estudante.

A Escola Hildete Lomanto, vencedora do primeiro lugar, foi premiada com o projeto intitulado Escola e Família em Parceria: fortalecer a aprendizagem e prevenir a violência no ambiente escolar, idealizado pelo professor João Alves de OliveiraA prática pedagógica, extremamente criativa original e inovadora tem como centro a mediação da aprendizagem significativa para a não violência.

A Escola Municipal São José, conquistou o segundo lugar com o projeto intitulado, A Arte como Elo entre a Família e a Escola: fortalecendo a cultura da paz e do pertencimento, da professora Cecília de Fátima Oliveira Santos. Esse projeto discutiu as relações interpessoais na escola e na família através da arte com o objetivo de estreitar as relações entre pais-filhos, professor-aluno e entre os alunos.  Com o projeto Enrola e Desenrola, cada Família tem sua História, da professora Maristela Oliveira Nascimento, o CMEI Álvaro Franca Rocha, obteve o 3º lugar, desenvolvendo uma prática pedagógica significativa e eficaz para o processo de integração escola-família através da literatura.

Confira o depoimento dos vencedores:   

Professor João Alves de Oliveira

“A vida não é um corredor reto e tranquilo que nós percorremos livres e sem empecilhos, (….). Porém se tivermos fé, uma porta sempre será aberta para nós, não talvez aquela sobre a qual nós mesmos nunca pensamos, mas aquela que definitivamente se revelará boa para nós”.Archibald Joseph Cronin.

A escola no novo milênio, incluindo suas diferentes formas de organização, precisa conhecer os processos que se desenvolvem dentro e fora de seus muros, sem desconsiderar fatos que, embora anteriores à realidade presente, constituem a gênese de problemas que emergem no seu cotidiano.

Conhecer e participar do Projeto proposto pelo Centro de Estudos e Assessoria Pedagógica – CEAP – em 2016 foi um desafio relevante e instigante, uma possibilidade de potencializar a aprendizagem, inalienável direito de aprender, garantido pela Constituição cidadã de 1988, bem como atenuar a violência no ambiente escolar.

Notificamos que participar desse projeto de intervenção, por meio de um fazer pedagógico, não linear, portanto, diferenciado, foi uma das experiências profissionais mais gratificantes que empreendemos.

Agradecemos ao CEAP, por ser uma porta aberta, para um novo processo de ensino ao fomentar ações socioeducativas visando à formação integral de crianças, adolescentes, jovens e adultos, bem como por nos promover a formação continuada e nos proporciona conhecer as relações existentes entre os fenômenos inculcados por meio de um processo educativo, e a aplicação de uma possível intervenção que transforme o próprio educando.

Ter coragem de acordar o espírito de águia, o germe vital que ainda lateja no coração dos estudos, em pleno século XXI é uma façanha grandiosa é, antes de tudo, interrogar apropriações de espíritos sólidos e respeitosos. Faz-se necessário aprender a conhecer as tensões inerentes ao mundo atual e saber relacioná-las com o pensar multidisciplinar, transversal e intercultural.

O fazer pedagógico numa perspectiva de projetos está impregnado de exigências, de reivindicações, de metas. Urge a necessidade de uma transmutação de valores. No lugar da força e do poder precisamos ativar os sensores para validar os valores que se fundem no binômio escola e família.

O nosso muito obrigado ao CEAP por nos despertar, por meio desse projeto, algumas inquirições relevantes: Será que a educação atual nos embasará para irmos além dos nossos limites ou ficaremos presos aos muros da escola? Como harmonizar interesses tão divergentes que emergem nos espaços escolar, familiar sociedade? Como assegurar que a educação produza uma consciência planetária capaz de efetivar uma cidadania cósmica? Como promover uma educação que afirme a vida como bem supremo e definitivo? É indispensável ampliar este raio de discussão, pois haverá sempre uma porta aberta para o futuro, para aqueles que são flexíveis, e não têm medo de serem desafiados. PARABÉNS CEAP!

 

 Professora Cecília de Fátima Oliveira Santos

PROJETO: “Arte como Elo entre a família e a escola: fortalecendo a cultura de paz e do pertencimento”

Nesse momento histórico do nosso país, em que a falta de esperança, o desânimo e o desejo de desistir são os inimigos que rondam as famílias  brasileiras e que todos os segmentos da sociedade se encontram  fora do prumo,  eis  que me  vejo laureada com um prêmio em educação numa escola municipal em Salvador.  Ser agraciada com esse prêmio significa para mim, que nutria os mesmos sentimentos da coletividade e já bem próxima do processo de aposentadoria, um sinal de que existe uma luz no fim do túnel e que nem tudo está perdido.

O sentimento que me moveu a participar desse projeto proposto pelo CEAP – Centro de Estudos e Assessoria Pedagógica foi dar a mim mesma a oportunidade de rever os meus conceitos e valores em relação ao sistema de ensino e fazer chegar ao alcance dos alunos, e das suas famílias, bem como de toda comunidade escolar, a importância de buscar motivação para realizar as nossas missões pessoais e coletivas.  Me  saber uma agente dessa transformação que tem a possibilidade de mudar a realidade de uma classe menos favorecida, me deixa muito  feliz !  Trazer a família para trabalhar dentro do âmbito escolar, questões de cultura, paz, respeito, arte e cidadania sabendo que isso vai implicar num universo de convivência mais salutar e de maior aprendizagem, me faz crer que apesar de tudo devemos continuar acreditando que a educação tem o poder de transformar vidas.

No mais, meu sentimento de gratidão é sem tamanho para o meu Deus acima de tudo, ao CEAP pela oportunidade, a minha coordenadora Rosana Assis que me incentivou bastante, meus alunos do 5º ano que me deram lições ímpares de amor e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido com eles e por eles, e toda equipe de trabalho da Escola São José pelas contribuições dadas direta ou indiretamente.

O meu muito obrigada a todos!!!!

 

 Professora Maristela Nascimento

“Quando se sonha sozinho é apenas um sonho. Quando se sonha juntos é o começo da realidade. ” (Miguel de Cervantes).

Um sonho fascinante, cheio de encantos e magia foi o que vivenciamos no CMEI Álvaro da Franca Rocha com o desenvolvimento do Projeto “Enrola e desenrola, cada família tem a sua história. ”

A escola e família compartilham funções educativas que buscam a socialização em determinados valores, a promoção das capacidades cognitivas, motoras, de equilíbrio pessoal, de relação interpessoal e de inserção social, assim como o cuidado e o bem-estar físico e psíquico.

A convivência com a nossa comunidade, nos proporcionou fazer uma  observação e perceber a diversidade das composições familiares, compostas por estruturas diversas, com suas histórias, valores, que sofrem com as desigualdades sociais, multitarefas e responsabilidades, que enfrentam dificuldades econômicas e de relacionamento e, sobretudo acerca dos estereótipos sociais construídos em torno das suas diferenças, além da falta de tempo decorrentes dos seus afazeres cotidianos, privando os seus entes queridos da sua companhia, muitas vezes delegando a outros os cuidados dos seus bens mais preciosos. A partir deste olhar sensível e da aceitação da temática escolhida pelo CEAP pensamos em um projeto que fortalecesse a “relação família e escola” surgindo assim o Projeto “Enrola e desenrola cada família tem a sua história”, com a finalidade de promover momentos prazerosos de intimidade e de descontração entre a criança e seus familiares através das histórias, primando sempre pelo respeito e valorização entre os interlocutores.

Segundo Dohem 2000, pág.5 “as histórias são um ‘abre-te-sésamo’ para o imaginário, onde a realidade e a fantasia se sobrepõem. Com os momentos de contação de histórias instigou-se a oralidade, a imaginação e criatividade da criança, o regaste dos laços familiares, a retrospectiva dos mais velhos sobre suas vivências, contribuindo nesta perspectiva para a formação da sua personalidade envolvendo o social e o afetivo.

Foi um grande desafio e uma experiência gratificante.  Apesar do curto período de trabalho, em meio a muitas dificuldades e adversidades conseguimos significativos resultados. Busquei proporcionar atividades variadas relacionadas à literatura, com momentos de leitura, contos e recontos de histórias dentro e fora da instituição com a sacola literária, envolvendo não somente os alunos, mas também familiares, adis, professores e funcionários.

No decorrer do projeto, observei a necessidade de modificações e/ou readaptações, repensando os objetivos e estratégias e readequando-os quando necessário, fazendo as alterações ou acréscimos.

Conforme relatos das experiências dos envolvidos no projeto, foi fortalecido o vínculo amoroso entre os familiares, a confiança na realização das atividades proporcionadas pela Instituição e a firmação da parceria entre escola e comunidade.

“Aceitar diferenças, conviver com as escolhas e com o modo de viver de cada um é o mínimo que se pede a uma sociedade moderna e intelectualizada”.

Agradeço a Deus pelo dom de ser professora. Ao CEAP pelo incentivo e valorização do professor, contribuindo na divulgação das práticas pedagógicas exitosas das escolas públicas, desmistificando dessa forma o conceito que se é dado sobre sua qualidade.

Agradeço a todos do Cmei, familiares e crianças que tanto amo, que protagonizaram essa história de amor.